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3 de abril de 2013

As frutas exóticas no Mercado Municipal Paulistano

Quem me acompanha sabe do meu apreço por mercados e feiras. Seja ao ar livre, pequenos ou grandes; com uma arquitetura super trabalhada ou um monte de barracas "amontoadas" pela rua. Adoro todos! Esses lugares proporcionam encontros raros com pessoas incríveis. Além dos sabores únicos e especiarias variadas que só encontramos por lá. 

E dessa vez, fui parar no Mercado Municipal Paulistano ou Mercado Central, como é chamado pelos paulistas.



Construído em 1933, foi criado para ser uma verdadeira odisseia gastronômica de São Paulo. Originalmente, sua extensão era dividida da seguinte forma: 
  • 40% cerais, frutas e legumes 
  • 20% aves e caças
  • 20% laticínios e salgados
  • 10% peixes 
  • 10% "carne verdes" (terno usado no período colonial para carne fresca de porco)

Claro, que com o passar dos anos essa estrutura de organização se perdeu... Porém, sua variedade de sabores ainda se mantêm viva, trazendo visitantes e consumidores que totalizam quase 14 mil por dia.

Frutas exóticas do mundo
Entre carnes defumadas, bacalhau, peixes, queijos, temperos e doces, o que mais me agradou foi a quantidade de frutas exóticas que tem por lá. São barracas e barracas com opções de frutas de toda parte do mundo. Você já ouviu falar da Grapefruit? Uma especie de laranja gigante. Já comeu Chirimoya? Uma fruta típica dos andes. E que tal provar um fruto de cactus muito consumido na China e no Vietnã? A Pitaia. Essas são algumas das frutas exóticas que você pode conhecer e comprar no Mercado Municipal de São Paulo. 




Há muito mais no mercado, por isso, tire boas horas do seu dia para caminhar por seus corredores.

E continuando falando em comida.. Se a fome bater, na parte superior, há um mezanino com diversos restaurantes de vários tipos de comida: brasileira, espanhola, árabe, japonesa e italiana. 
Ou, pode optar por um petisco, comendo o tradicional pastel de bacalhau e o gigante sanduíche de mortadela.



Onde fica? Rua Cantareira, 306. Centro - entre a rua 25 de Março e o Parque D. Pedro II

29 de março de 2013

Uma viagem literária através dos livros de sebos pelo mundo

Além dos mercados sou apaixonada por sebos! De uns tempos para cá, durante minhas viagens, incluo no meu roteiro pelo menos um dia para visita-los. Confesso que sou "rato de sebo" e quando encontro algum, já pego a minha lista de almejos literários e me delicio entre os corredores em busca deles. 

O que é um sebo?
Para quem não sabe, os sebos são aqueles estabelecimentos que vendem livros usados. Mas não pense que é um cenário sujo, com livos velhos amontoados, empoeirados, jogados as traças... Também não é aquele local que só vende livro antigo. Pelo contrário, os sebos de qualidade mantêm um acervo de livros atuais.
E para desmitificar, saiba que é possível encontrar livros em ótimas condições de estado, praticamente novos. Sempre têm aqueles que compram livros, lê uma vez e já passa para um sebo. Ou seja, se procurar com calma pode encontrar um livro em ótimo estado de conservação pela metade do preço de uma livraria. 
Os sebos também guardam suas preciosidades com acervos de edições raras ou coleções completas.

Os garimpeiros dos sebos podem encontrar relíquias esquecidas em suas prateleiras.

"Alfarrábio" é outro termo relacionado aos sebos, que vem do árabe Al-Farabi. Significa "livro velho e de leitura enfadonha, cartapácio, e daqui alfarrabista, colecionador ou vendedor de alfarrábios, o que manuseia alfarrábios, caturra" (Dicionário da Língua Portuguesa)

O legal desses lugares é a troca! Se você têm livros em casa e quer desfazer deles, leve para um sebo e troque por algum que queira ler. Ou, pode também vendê-lo. A ideia é circular e alimentar a cultura.    

Por fim, os sebos também ocuparam suas prateleiras virtuais. Livros usados podem ser entregues na sua casa, onde quer que você esteja, inclusive pelo mundo. O que facilita muito! Um famoso brasileiro é o Estante Virtual que compila sebos de todo o Brasil em um único lugar.



Visite os sebos durante a viagem!
Para um bom leitor, a dificuldade de achar certos títulos no Brasil é real. Ainda mais se não houve tradução para o português. 

Mas calma! Você não precisa ficar desesperado por querer "todos" os livros do sebo e não poder leva-los porque vai pesar na mochila. Não perca a oportunidade, compre e envie pelo correio.

Sempre estou caminhando por sebos enquanto viajo, e nada mais justo do que compartilhar com vocês esses lugares peculiares que não estão nos guias e nos roteiros de viajantes tradicionais.

Dentro do Mochilão lança uma nova seção com postagens dos sebos que visitei (e visito) pelo Brasil e no mundo.


Livraria especializada em livros de viagens
Para abrir com chave de ouro nossa seção, vou deixa-los com essa dica imperdível em Barcelona, na Espanha.

Altaïr é a maior livraria europeia especializada em viagens. Um lugar onde é possível encontrar livros sobre culturas, regiões e povos do mundo. Desde 1979 dispõe de um acervo com mais de 60.000 referências entre guias, mapas, dicionários e qualquer bibliografia para fazer de sua viagem muito mais rica de informações sobre aspectos geográficos, sociais, culturais, históricos, políticos e econômicos de qualquer destino.


Faça a sua lista e boa viagem. Quer dizer.. boa leitura! 

27 de março de 2013

Um Conto Oriental... Ideal para mergulhar

Por Professor Ambrozio Queiroz


Da trilha ao mergulho em Ilha Grande 

Já divagamos sem medo de vagar sobre o surgimento do mergulho recreativo e do turismo de mergulho. Nesse post vamos direto ao assunto: como começar a mergulhar?! Vou indicar um local muito bacana para conhecer e praticar a flutuação ou Snorkelling. Para quem nunca teve a oportunidade de usar uma máscara, snorkel e nadadeira, vou sugerir um verdadeiro paraíso para começar a vivenciar a experiência sem ter que arcar com os custos de comprar ditos componentes (sem saber se vai gostar ou não). 

Um dos lugares mais importantes pra mim e que frequentemente estará presente aqui no Dentro do Mochilão é Ilha Grande em Angra dos Reis. Foi lá a primeira vez que usei máscara, nadadeira e snorkel e onde costumo visitar pelo menos uma vez ao mês para recarregar minhas baterias.

Vou fazer uma proposta interessante: que tal sairmos juntos do Abraão rumo a uma jornada inesquecível?! Bom, não pretendo contar o local que visitaremos de cara mas espero que sigam comigo até o final do texto. Será que há um local encantado no fim da viagem?! Ou do texto?! Veremos!


As trilhas da Ilha Grande são mapeadas pelo Parque Estadual da Ilha Grande. São bem sinalizadas e as ações de manejo do parque são bem realizadas se compararmos com o investimento financeiro que há no parque. Ou seja, uma vez dentro da trilha mapeada, é bem tranquilo seguir. São raríssimos os casos de pessoas perdidas na mapa. Na maioria das vezes nesses casos de pessoas perdidas, estas optaram em propositalmente realizar atividade hardcore de seguir fora da trilha e se perderam.

Bom, como sabemos que enfrentaremos uma trilha, a primeira coisa que faremos é preparar o farnel para o dia posterior. Para onde vamos não há vendedores, barraquinhas ou similares. Organizem sanduiches, frutas, água, suco para não passar perrengue no caminho. Além disso, é fundamental uma boa noite de sono. Ah! Claro, só recomendo essa trilha para pessoas não sedentárias. Ok?!

No dia da jornada, após acordar cedo, tomar um café-da-manhã reforçado, pegar o farnel, não esqueçamos do fundamental: alugar um conjunto de máscara, snorkel e nadadeira ainda na Vila do Abraão. É fácil, barato! E, lhes garanto: vai valer a pena!!!

Bom, seguiremos viagem para ponta leste do Abraão em direção a Trilha T10. É um trilha bem movimentada e tem aproximadamente 6Km de extensão. Sairemos do Abraão, passaremos ainda por algumas residências, albergues, hostels até chegar ao começo da T10. Logo no início do trajeto temos a parte mais complicada de toda a trilha: o Morro do "Deus me livre"! Não é atoa que leva esse nome! É uma subida íngreme com um nível de dificuldade médio. Basta ter disposição, força de vontade que a vista no topo do morro vai fazer valer a pena. Não deixem de observar entre um descanso e outro os pássaros, as flores.  Uma vez vencido o "Deus me livre" está "quase" tudo certo!



Depois do "Deus me livre", a trilha segue para a Praia do Mangue. Provavelmente você levou quase 2 horas para chegar à Praia do Mangue. Vale a pena dar um mergulho para dar uma relaxa. Agora, não percam muito tempo, ainda temos chão pela frente. É comum no caminho, próximo a Praia do Mangue avistar placas que informam sobre a presença de jacaré no local. É verdade, minha gente! Há jacarés na IG. Portanto, cuidado! É bom ficar atento. 

Após percorrer toda a extensão da Praia do Mangue, seguiremos para a Praia do Pouso, ou somente Pouso. Lá encontraremos uma praia com faixa de areia mais extensa em comprimento que a do Mangue e um cais de atracação de barcos/saveiros. Essa informação é bastante relevante! Para aqueles que não toparem a trilha T10 é possível chegar de barco até esse ponto da nossa viagem ou mesmo pegá-lo somente para o retorno a Abraão (observe os horários de volta e deixe a passagem já comprada!) Até aqui levamos aproximadamente 2 horas e meia. 

Para chegar no nosso destino final , ainda falta um pouco! Vamos seguir para a trilha que inicia-se no canto leste do Pouso. É mais tranquila de ser seguida do que a trilha T11 (convencional). Embora seja mais extensa, guarda mais segredos e apresenta-se bem  menos íngreme do que a T11. 

Seguiremos por uma trilha bem menos movimentada, mais fechada, boa parte de terreno plano com algumas surpresas no caminho: casas no meio do mato com pessoas morando, escola abandonada, igreja/capela fechada, mais algumas placas de "cuidado com o jacaré". Ou seja, uma vila praticamente perdida que esconde histórias de um tempo que não existe mais e que seus antigos moradores guardam com bastante carinho. 
Depois de muito caminhar, um lindo mar azul está a nos esperar! Quase chegamos: estamos agora na meio da Praia de Lopes Mendes, uma das mais bonitas da IG mas ainda não chegamos ao nosso destino final: o canto oriental de Lopes Mendes! Sim, meus amigos, Lopes Mendes! Uma das praias mais conhecidas para a prática de surf, bodyboard, kitesurf também é um local mágico para começar a mergulhar! O canto oriental do Lopes Mendes, extremo oposto do fim da trilha T11 (convencional) é maravilhoso!


Como o canto oriental recebe uma certa proteção da Ponta de Lopes Mendes, o mar tende a ser calmo, sereno, cristalino com profundidade que chega no máximo à 7 metros. Ou seja, depois dessa trilha de mais de 3 horas, é tempo de relaxar! Peguem suas máscaras, snorkels, nadadeiras e desfrute desse encanto de lugar! Diferentes peixes coloridos, tartarugas, estrelas do mar e ouriços vão lhes dar as boas vindas à esse novo mundo.

A flutuação é uma técnica bem tranquila de ser executada. Basta colocar a máscara no rosto (o elástico não deve estar apertado), snorkel na boca, nadadeira nos pés e pronto. Mantenha-se boiando (o mar salgado e a nadadeira ajudam na flutuabilidade) com o rosto virado para o fundo do mar, respirando pela boca através do snorkel. A flutuação acrescida de rasos mergulhos em apneia formam o conjunto ideal para a entrada no mundo do mergulho! Ou seja, prendam a respiração e sintam o encanto no canto oriental de Lopes Mendes... ah! Esqueci de uma coisa: só não esqueçam do horário de volta do barco, tá?! 

14 de março de 2013

Maresias, Ilhabela e o Aloha Spirit Festival

O Dentro do Mochilão está pronto para seguir rumo ao litoral paulista. Finalmente chegou a hora de conhecer essa famosa região que guarda belíssimas praias. Seguimos especificamente para dois paraísos: Maresias e Ilhabela
 
Nossa passagem por lá será marcada pelo o Aloha Spirit Festival, que é um dos maiores eventos de esportes aquáticos do Brasil e um dos maiores "Paddle Festival" no mundo. O formato foi inspirado em grandes eventos internacionais como o Wakiki Paddle Festival, e reúne competições de Stand Up Paddl, Canoa Havaiana, Paddleboard, Natação e  Surfski com mais de 200 atletas competindo. 

Além das competições esportivas, outras atrações incluem práticas de Yoga, shows musicais, espaço temático cultural e é claro, a festa Aloha Spirit.


Vou deixa-los com água na boca até voltar com vários post da região. Maaas calma, estarei postando tudo pelas redes sociais. 

E se quiser acompanhar o festival, ele será transmitido ao vivo pela internet nos dias 22, 23 e 24 de março.

Visite o site do Festival: http://www.alohaspirit.com.br/

ALOHA!

6 de março de 2013

De Camões a Venturini e Bastos... É hora de mergulhar!

Por Professor Ambrozio Queiroz

Do "Mar Português" de Luís de Camões à "Todo Azul do Mar" de Flávio Venturini e Ronaldo Bastos, a relação do homem com o mar mudou consideravelmente. Enquanto Camões relatava os perigos do mar, Venturini e Bastos comparavam o mergulho ao mar ao "momento de se gostar".

Deve-se ao Aqualung de Jacques Cousteau e a Emilie Gagnan essa mudança de atitude, que foi fundamental para o boom do Mergulho Recreativo (Scuba Dive) no mundo. Como 1/3 dos mergulhadores são europeus e os principais pontos de mergulho estão situados nas águas quentes tropicais, viajar é uma condição indispensável para a prática desta atividade. Daí surgiu o Turismo de Mergulho!!!

Aqui no Brasil, mergulhar é muito mais tranquilo e menos custoso do que para a grande maioria dos mergulhadores residentes no Hemisfério Norte. Possuímos cerca de 8.500 quilômetros de costa, 35 mil quilômetros de vias internas navegáveis, 9.260 quilômetros de margem de reservatórios de águas doce, lagos e lagoas e, somos banhados por correntes oceânicas favoráveis que propiciam excelentes condições para o mergulho. 

Com o aumento no número de praticantes, a atividade está cada vez mais acessível: diversidade de operadores de mergulho, aumento no número de escolas, maiores informações sobre a prática de mergulho seguro, diminuição no preço dos equipamentos e, vinculação da atividade de mergulho à oferta turística local. Embora longe do ideal, hoje unimos nossa condição de paraíso ecológico à satisfatória oferta de serviço de mergulho.

Dessa forma, podemos destacar verdadeiros paraísos para se realizar excelentes mergulhos: Abrolhos/BA, Angra dos Reis/RJ, Arraial do Cabo/RJ, Bonito/MS, Búzios/RJ, Chapada Diamantina/BA, Fernando de Noronha/PE, Ilha Grande/RJ, Ilha Bela/SP, Paraty/RJ,  Salvador/BA, Praia do Forte/BA e muito mais.

De Dentro do Mochilão agora também sairá dicas, curiosidades, informações e novidades sobre locais e equipamentos de mergulho. Repleto de imagens subaquáticas, o Professor de Turismo Ambrozio Queiroz, mergulhador avançado CMAS/CBPDS trará a tona as belezas e riquezas de Todo Azul do Mar onde acredita-se que tudo vale a pena se a alma não é pequena! 

24 de fevereiro de 2013

#outrosmochiloes

#2 - Malucos de Estrada

Esses dias conheci, pelas coisas interessantes que aparecem no facebook, um projeto muito legal chamado Malucos de Estrada - A reconfiguração do movimento hippie no Brasil. Imediatamente abri o vídeo e me apaixonei pela proposta do filme. Não porque tende a mostrar um movimento alternativo ou por falar dos malucos de BR, além disso, o que mais me chamou atenção, foi a preocupação em desmistificar esse tipo de viajante. Mostrando-os como realmente são e como vive — sem máscaras ou maquiagem. Tema perfeito o nosso projeto dentro de OUTROS mochilões. #outrosmochiloes
"Sonhos, arte, poesia, cooperação, liberdade, revolução, desapego, igualdade, lutas... Sentimentos e ações que muitas vezes reprimimos em razão dos padrões sociais pré-estabelecidos, mas que são vividos intensamente por homens e mulheres que botaram uma mochila nas costas e o pé na estrada. Mas quem são eles? Como vivem? No que acreditam?"

Projeto
O projeto começou em 2009 e ele já nasceu com um propósito político. No segundo semestre deste ano Rafael — diretor do filme,  transitava pelo centro de Belo Horizonte quando viu uma batida policial na praça 7, local que tradicionalmente os malucos se reúnem e expõe seu artesanato. Nessa operação foi confiscado artesanatos e objetos pessoais, como ainda viria de acontecer várias vezes no futuro. O ato abusivo e truculento da polícia despertou o desejo de fazer algo pelos malucos, e assim Rafael realizou o primeiro e ensaio fotográfico e exposição "A beleza da margem, à margem da beleza". Esta exposição aconteceu na própria praça 7 e foi apreendida pela prefeitura, que aplicou uma multa de 17 mil reais para que fosse devolvida. Além da beleza presente na cultura dos malucos Rafael passou a fotografar também as apreensões feitas pelos fiscais da prefeitura e a PM. Com o tempo a fotografia não era uma mídia suficiente para mostrar todo o universo cultural do maluco e a repressão que eles vêm sofrendo, e a partir disso o vídeo toma lugar nessa história, dando início ao documentário "Malucos de estrada".

Preconceito
Certamente rola preconceito da sociedade, e esse preconceito se dá pelo desconhecimento. O preconceito primordial é a palavra "hippie" que se mantêm como um modo de designar essa pessoas. Elas mesmas não se consideram hippies, mas pouco espaço houve até agora para se compreender quem elas realmente são. Por outro lado, existem pessoas muito abertas e que procuram julgar além das aparências, compreender o que há por dentro. Por meio dessas pessoas tem-se conseguido arrecadar financiamento para realizar este filme independente.

Lugares e pessoas
Além dos flagrantes da polícia e das entrevistas realizadas em Belo Horizonte nos últimos 3 anos, uma primeira fase das filmagens na estrada foi feita em 2011. Nela, Rafael e um outra equipe formada por Gustavo e Moacir viajaram por Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e interior de Minas Gerais. Entre 2011 e 2012 também filmaram nos estados do Rio Grande Do Norte, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Já são mais de 80 artesãos entrevistados. Na segunda fase de filmagem, que acontece neste momento, estão filmando no estado do Ceará e seguirem para Piauí, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Experiência pessoal
Todos os idealizados se consideram malucos de estrada com experiências na BR, cada um na sua medida. Rafael viajou por mais de 10 anos, sendo a maioria deles numa bicicleta, trabalhou com artesanato e malabarismo. Depois que seu filho nasceu em 2009 é que se fixou em Olinda, e essa experiência com os filhos tem sido a realidade de muitos malucos que temos entrevistado. Wesley nasceu em Limeira-SP, começou na BR com 15 anos e viveu nos últimos anos em Belo Horizonte, trabalhando principalmente com artesanato em arame a artes circenses. Cyro, começou sua história na estrada há 3 anos. Resolveu seguir pela via da arte, mas não no artesanato como geralmente se entende. Ele viaja vendendo suas fotografias em forma de pequenos imãs.

Contribua para o filme!
Gostou do projeto? O filme será lançado pela internet com livre acesso para que se converta num produto da sociedade. De forma colaborativa, qualquer pessoa pode contribuir para realização do filme. Para saber  como, acesse o link: http://www.mobilizefb.com/malucosdeestrada



Contato: belezadamargem@gmail.com
Site: belezadamargem.com
Para contribuir: mobilizefb.com/malucosdeestrada

20 de fevereiro de 2013

Serviço de bordo pago da GOL deixa a desejar

...e te deixa com fome.

Embarquei no voo 1581 da GOL saindo de Brasília com destino ao Rio de Janeiro às 9h05 e deixo aqui minha avaliação negativa do serviço oferecido pela companhia aérea.

Por ter saído de casa muito atrasada, não pude tomar café da manhã e na correria até chegar no aeroporto a única coisa que queria, além de conseguir embarcar, era comer.
Pois bem... Sabendo que a GOL está com um novo serviço de bordo que oferece um cardápio variado de lanches, fiquei tranquila porque não precisaria comer aquelas goiabinhas insuportáveis e sim ter a opção de escolha da minha refeição.
Dentro do avião, escolhi o que queria comer e esperei faminta a minha vez de ser atendida. Quando a comissária chegou, fiz meu pedido e a mesma me entregou o lanche. Aí veio a surpresa do dia. 
Ao estender a nota de R$50 ela falou: Senhora não temos troco. Você não tem cartão de crédito? Aceitamos também. Respondi: Não trouxe meu cartão. E aí? 
E aí.... ela recolheu meu lanche e falou que infelizmente não embarcavam com troco e apenas com produto. Mas que iria tentar o troco e voltava. Ela nunca voltou. Nem para falar que não tinha conseguido.

Eu fiquei tão perplexa com a situação que chamei outro comissão, só para ter certeza que tinha realmente passado por essa momento tão constrangedor. E o mesmo repetiu as mesmas palavras "infelizmente não embarcamos com troco, só com o produto".

No final da história eu NÃO PUDE COMER PORQUE QUE A GOL LINHAS AÉREAS  NÃO  DISPONIBILIZA TROCO. Com a cara da pessoa mais sem graça do mundo, fiquei com o dinheiro na mão, enquanto os passageiros mais próximos me olhavam com aquele sentimento de "oh coitada...

Aí eu me pergunto... A GOL, ao prestar um serviço de venda não deve se encaixar de acordo com o Código de Defesa do Consumidor? Até o ponto que sei, o vendedor não pode se recusar a vender o produto (que no caso já estava na minha mão), ainda mais se o cliente já está com o dinheiro pronto para pagar. Ou estou enganada?  
Artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor - Lei 8078/90  

CDC - Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990
Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884 , de 11.6.1994)
IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais; (Redação dada pela Lei nº 8.884 , de 11.6.1994) Fonte: JusBrasil

Diante do ocorrido de hoje, aprendi que não dá para embarcar com a GOL sem ter dinheiro trocado ou levar um lanche pessoal. E se por acaso, estiver com uma nota alta na carteira e sem o cartão de crédito – não aceitam débito, meu amigo, já era. Você vai ficar com fome. 

E sabe o que é pior? É saber que outras pessoas já reclamaram e até postaram artigos de situações bizarras como essa. Bizarra e constrangedora. Repito.

Após minha indignação, fica a minha dica construtiva para que a GOL repense seu serviço de bordo e passe a embarcar COM TROCO

A blogueira Flávia Peixoto também passou por uma situação semelhante e publicou no blog Viajar é Tudo de Bom com o post de título perfeito (*risos*): Passando fome no avião… Saudades da época da Varig!

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